ADIRA

A ADIRA, empresa portuense com mais de meio século, foi recentemente adquirida pela Sonae Capital. Uma transação a implicar pelo menos nove milhões de euros.

 

O negócio foi aprovado pela Autoridade da Concorrência (AdC) e traduziu-se na compra, pela Sonae Capital, da totalidade do capital e dos direitos de voto da sociedade ADIRA – Metal Forming Solutions e da sua participada Guimadira.

 "O preço da transação (valor das ações) compreende uma componente fixa de nove milhões de euros, e uma componente diferida e variável em função da performance (EBITDA) da empresa nos próximos 4 anos", aclarava a empresa compradora no comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a propósito do contrato de compra e venda. Ou seja, além do valor da compra das ações (9 milhões) o negócio incluiu uma componente não especificada que resultará da performance da empresa nos próximos quatro anos.

Fundada no Porto em 1956, por António Dias Ramos, a ADIRA tem operado no setor do 'metal forming', dedicando-se ao "desenvolvimento, conceção, fabrico, produção e comercialização de máquinas e ferramentas, a maioria destinada ao mercado externo", de acordo com o site da empresa, organização liderada, à altura da transação, por António Cardoso Pinto, acionista desde 2008. Tinha, no final de 2016, uma dívida líquida na ordem dos 6,7 milhões de euros.

Aquando da aquisição, a Sonae Capital, comandada por Cláudia Azevedo, considerou que a empresa continuava, assim, "trajetória de concretização do seu propósito estratégico”, posicionando-se “como um veículo privilegiado de criação de valor, com base no desenvolvimento e alavancagem das vantagens competitivas portuguesas", conforme a informação transmitida à CMVM.

 murganheira

A Fundação Eugénio de Almeida (FEA), detentora da Adega Cartuxa, em Évora, adquiriu a empresa dos vinhos Tapada do Chaves, produzidos em Portalegre, numa herdade com duas das mais antigas parcelas de vinha do Alentejo.

Sem divulgar o valor da aquisição, a FEA explicou à agência Lusa que a empresa Tapada do Chaves --Sociedade Agrícola e Comercial, S.A. foi comprada à Sociedade Agrícola e Comercial do Varosa, que possui as Caves da Murganheira. Os vinho da Tapada do Chaves fizeram parte do universo de empresa do extinto Banco BPN.

"A Tapada do Chaves, uma propriedade e marca de vinhos de qualidade da região de Portalegre, acaba de mudar de mãos", revelou a FEA, acrescentando que o negócio foi concretizado "depois de algum tempo de negociações".

A empresa vai manter a mesma designação e administração vai ser conduzida por José Mateus Ginó, Pedro Baptista e Rita Rosado, que integram o conselho executivo da Fundação Eugénio de Almeida.

"Os vinhos Tapada do Chaves são uma marca com um forte potencial de reconhecimento no mercado", o que, "por si, já representa um ativo de considerável valor", destacou José Mateus Ginó.

A juntar a isso, continuou, a propriedade onde são produzidos "tem características e localização ímpar", conferindo-lhe "a possibilidade ímpar de produzir vinhos únicos, fruto de um 'terroir' irrepetível".

Localizada em Frangoneiro, nos arredores de Portalegre, a herdade que dá nome aos vinhos possui 60 hectares de terra e 32 de património vitícola, referiu a FEA.

"A Tapada do Chaves localiza-se numa zona fortemente influenciada pela orografia (Serra de São Mamede) e pela cobertura agro-florestal que lhe confere um microclima específico e decisivo para a qualidade e tipicidade dos vinhos aí produzidos", sublinhou.

As vinhas existentes, com castas tintas de Trincadeira, Aragonez, Castelão e Tinta Francesa e brancas de Fernão Pires, Arinto, Alva e Tamarez, têm "entre 15 e 116 anos", realçou a fundação.

É nesta herdade, aliás, de acordo com a FEA, que se encontram "duas das mais velhas parcelas de vinha do Alentejo, em produção", com registos de 1901 e 1902, "alvo de uma profunda reestruturação no início da década de 60 do século XX".

A exploração comercial da marca iniciou-se em 1965 e o principal mercado de destino dos vinhos "começou por ser a restauração lisboeta de referência", o que contribuiu para o seu "rápido e significativo reconhecimento", que foi "cimentado" no início dos anos 90, quando Portalegre ganhou o "selo" de "Indicação de Proveniência Regulamentada" apta à produção de Vinhos de Qualidade Produzidos em Região Determinada (VQPRD).

"Foi graças à excelência dos vinhos Tapada do Chaves e ao seu reconhecimento que se ficou a dever a afirmação do Alentejo enquanto região produtora de vinhos de qualidade que, hoje, mais do que justificam a Denominação de Origem Controlada", argumentou a FEA.

Agora, a FEA pretende "reafirmar a autenticidade" da marca e "reforçar a presença" destes vinhos "no segmento topo de gama", produzindo-os "de forma artesanal e sem massificação".

A FEA possui também a Adega Cartuxa, com 650 hectares de vinha na região de Évora e que produz, anualmente, à volta de quatro milhões de garrafas de vinho.

http://www.dn.pt/lusa/interior/fundacao-eugenio-de-almeida-compra-empresa-dos-vinhos-tapada-do-chaves-8677693.html

 

GOLDCAR

 

O Grupo Europcar acaba de comprar a Goldcar, uma das maiores low cost de aluguer de automóveis da Europa, após ter chegado a acordo com a Investindustrial.

A Goldcar é uma grande operadora low cost na Europa, graças à sua forte posição em Espanha e também em Portugal, assim como ao seu vasto know-how na execução de um modelo operacional simples e de baixo custo. Entre 2028 e 2016, a empresa cresceu 17% de receita ao ano, e no ano anterior gerou uma receita de cerca de 240 milhões de euros e um EBITDA ajustado estimado de aproximadamente 48 milhões de euros.

Com esta aquisição estratégica, o Grupo Europcar aumenta a sua exposição em três grandes motores de crescimento − a região do Mediterrâneo, o segmento de lazer e o segmento low cost − tornando-se um dos principais players no segmento europeu de crescimento rápido que é o segmento low cost.

A aquisição da Goldcar criará valor para o Grupo Europcar, pois reforçará a experiência e o know-how do Grupo em operações low cost e, portanto, melhorará significativamente as perspectivas de crescimento da receita da unidade de negócio low cost da Europcar.

A aquisição está sujeita às regras habituais, incluindo a aprovação por autoridades antitrust, e deverá estar concluída no segundo semestre de 2017.

A transacção proposta, que deverá gerar cerca de 30 milhões de euros em sinergias de custo por ano até 2020, é baseada num Valor Corporativo Empresarial de 550 milhões de euros e um EBITDA corporativo ajustado, pós-sinergia, em torno de 7 vezes. O Grupo Europcar espera que a operação acentue substancialmente o seu lucro por acção a partir do fecho do primeiro balanço.

Com a combinação da InterRent, Buchbinder e Goldcar, “construiremos a plataforma e a escala que procuramos no segmento low cost”, disse Caroline Parot, chief executive officer do Grupo Europcar, a propósito deste novo negócio.

Fonte: www.turisver.com 

 

 

Vimeca

Empresário de transportes compra empresa em Lisboa O empresário cearense Francisco Feitosa comprou uma empresa de transportes em Portugal, a Vimeca.

A empresa de transportes opera na região da Grande Lisboa. A Autoridade de Concorrência (AdC), , informou em nota que Feitosa “não dispõe de qualquer actividade em Portugal”. No Brasil, Feitosa é sócio do empresário lusitano Humberto Pedrosa (Grupo Barraqueiro) em empresa de ônibus em Manaus (AM). Pedrosa, por sua vez, é sócio de David Neeleman (Azul Linhas Aéreas) na companhia aérea TAP. A empresa comprada por Feitosa foi fundada em 1931. Em 1995 passou a atuar na Grande Lisboa quando assumiu o controlo da Rodoviária de Lisboa. Feitosa é o dono da empresa Vega, concessionária de linhas de ônibus em Fortaleza.

 

A startup portuguesa Kide, plataforma de comércio online de moda para criança, comprou a concorrente Bon Mignon,